Senhora! a Lei julgou, inexoravel, fria,
Calçando férrea luva á mão com que punia.
A clemencia lustral, que é força e não fraqueza,
Apanagio sublime e espiritual grandeza,
Não logrou junto à Lei poder de eommovel-a...
A lei julgou melhor negal-a ou combatel-a.
Era a Legalidade opposta ao Sentimento,
O echo medieval, vibrando de momento
No seio á disciplina. O espirito de Dracos
Ainda, quando em vez, solta suspiros fracos,
Mas que varrem, sem dó, nos codigos marciaes,
A humanisação das almas fraternaes.
Portanto, a delinquencia, ou muita, ou só alguma,
Vista por essa lente ao certo se avoluma.
Apostolos do Bem, só julgo verdadeiros
Os que seguem a passo a idéa rectilinea
De humanitarios fins. Por isso acho ignominin
De injurias calcetar a via sacra ao justo
Que exerce o que doutrina e, sem curvar o busto,
Nem vestir de vaidade as intenções serenas,
Leva eirios de erença ás tragicas novenas
Do desespero humano..
O bem não tem politica.
Se acaso un Zoilo vem com os calhaus da critica
Lapidal-o á traição, e dardejar-lhe affrontas
Que sempre traz comsigo, envenenadas, promptas