A esfarrapar um nome, a ensanguentar um sonho,
Veja quem sabe vêr.. pugnaz ou enfadonho,
Zoilo, que não dispensa o seu parceiro Efialto,
Embosca-se na insidia e arroja-se de salto!
Bem sabe elle que é falso o seu charlar cruel,
Mas Zoilo ou não tem alma, ou é de cascavel!...
Ai! quando no caminho asperrimo da vida
Topâmos corações sem rumo nem guarida,
Bando de aves do ceu que o lenhador não cança
De tanto saccudir dos bosques da Esperança....
É preciso parar na rampa do Desgosto,
Ungir tamanha dôr nos prantos de um sol-posto
E dizer-lhe: - Valor! socegue o vosso afan!
Para tudo o que existe existe o Amanhã.
Sim! Na Vida e na Morte ha sempre alguma cousa
Que a magua não destroe nem se desfaz na lousa...
Mysterio indefinido, affirmação talvez
De um psychismo immortal com magna brilhantez.
Senhora, e vós sabeis: de tudo quanto existe
Não ha nada maior que consolar o triste.
Ouvi dizer assim:
«Ninguem deve pedir,
Supplicar o indulto é como transigir.»
E eu quedei-me a pensar:-Quem é que não transige?
Quen é que á intransigencia absoluta erige
Um capitolio real?... Pois que será viver?
Simples adaptação aos males e ao prazer.