QUADRAS
De vender a sorte grande,
confesso, não tenho pena;
que a roda ande ou desande
eu tenho sempre a pequena,
Qu'ria que o mundo soubesse
Que a dor que tortura a vida
É quasi sempre sentida
Por quer menos a merece.
Ó quem me dera, sózinho,
E em quatro versos sómente,
Contar ao mundo inteirinho
A mágoa de toda a gente.
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