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A negra que não está na capa de revista: debates sobre raça e gênero, de Gabrielle Vivian Bittelbrun, discute a invisibilização das mulheres negas em capas de revistas femininas. Conforme a autora, ao publicar o mesmo estereótipo de beleza, majoritariamente representado por mulheres brancas, o mercado editorial brasileiro corrobora para o fortalecimento da invisibilidade de outras raças, no caso, da negra. Nesse contexto, Gabrielle Bittelbrun discorre sobre um processo histórico que remete àquilo que identificou como “ideologia de branqueamento”.

Em vias de finalização, observamos que a presente edição ainda conta com três resenhas. A primeira, Por el derecho a la palabra, de Amaral Palevi Gómez Arévalo, aborda o livro Indígena, cuerpo y sexualidad en la literatura salvadoreña (2012), de autoria de Rafael Lara-Martínez. A segunda, Pôncio Pilatos: o simulacro, de Égide Guareschi, propõe-se a discorrer a respeito de Pilatos e Jesus, livro publicado por Giorgio Agambem em 2013. A terceira e derradeira, Últimas faces do poeta: prosa e poesia em Cruz e Sousa em “Últimos inéditos”, de Gustavo Tanus, avalia a compilação Últimos inéditos: prosa & poesia, de Uelinton Farias Alves, de 2013.

Para concluir essa imagem literária, apresentamos ao leitor Fluxo editorial: uma análise quantitativa da Revista Anuário de Literatura (2012-2014), um artigo-memória redigido por três de nossos editores, Andréa Figueiredo Leão Grants, Bianca Rosina Mattia e Stélio Furlan. Nele, os autores procuram apresentar a investigação depreendida acerca do processo editorial da Anuário entre os anos de 2012 e 2014.

Agradecemos @s pareceristas desta edição pelas acuradas avaliações. Aos leitores, por fim, desejamos uma agradável leitura dessa imagem literária que aqui se construiu. Com os melhores cumprimentos,

a Comissão Editorial.
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Anu. Lit., Florianópolis, v. 21, n. 1, p. 7-10, 2016. ISSNe 2175-7917