Página:Ao correr da pena.djvu/208

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Depois que o Sr. Conselheiro Euzébio de Queirós travou a última luta contra o tráfico, e conseguiu esmagar essa hidra de Lerna, cujas cabeças renascem do seu próprio sangue, o nosso governo tratou de aproveitar o favorável ensejo que lhe oferecia a crise proveniente da deficiência dos braços para a agricultura.

Começou-se então a olhar com mais atenção para as nossas pequenas colônias do Sul; e animou-se a Sociedade Hamburgo, à qual devemos neste ponto grandes serviços pela exatidão com que tem cumprido as suas obrigações e pelo zelo com que constantemente na Alemanha defende a nossa causa, contra os ridículos inventos de alguns detratores.

Consta-nos agora que o nosso governo acaba de tomar suas medidas, que são da maior importância, para o futuro da colonização.

A 1.ª é a autorização mandada ao nosso ministro em Londres a fim de promover a emigração de Chins para o Brasil segundo as bases e instruções que já lhe foram remetidas. Os bons resultados que se têm conseguido desta emigração nas colônias inglesas nalguns lugares da América Meridional nos deve dar boas esperanças para a nossa cultura do chá e do café.

A outra deliberação do governo que nos consta, que se deduz de alguns atos ultimamente praticados - é a da subvenção de 30$000 concedida por cada colono maior de dez anos e menor de 45, honesto e ervou-se muito prudentemente em que convém conceder o favor.

Esta medida inesquecivelmente é um poderoso auxílio para as companhias agrícolas, ao mesmo tempo que corta certas empresas mercantis muito prejudiciais, e que previne, de alguma maneira, a introdução de colonos que não tenham boa moral e uma vida honesta.

Depois destas rápidas observações, creio que se pode dizer com toda a franqueza de uma opinião sincera que o governo