Página:Apoteosis poetica.pdf/11

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Os juſtos premios de emula Virtude
Da voſſa mão excitem
Ao nobre, ao generoſo, ao fraco, e rude:
As Artes venturoſas reſuſcitem;
E achando em Vós hum inclyto Mecenas,
Nada invejem de Roma, nem de Athenas.

A Paz, a doce Paz contemple alegre
As Marciaes bandeiras:
Prudente, e juſto o voſſo Arbitrio regre,
E firme a forte de Nações inteiras;
Derramando por tantos meios novos
A ditoſa abundancia ſobre os Póvos.

Crefça a próſpera Induſtria, que alimenta
Os folidos theſouros:
O Ocio torpe, e a Ambição violenta
Fujão com funeſtiſſimos agouros;
Fuja a céga Impiedade; e por caſtigo
Negue-lhe o Mar, negue-lhe a Terra abriga

Acções famofas de louvor mais dignas,
Que as de Ceſar, e Mario!
Vós não ſereis ludibrio das malignas
Revoluções do Tempo iniquo, e vario:
Que as bellas Muſas, para eterno exemplo,
Já vos conſagrão no Apollineo Templo.