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Página:Aristóteles - A Poetica de Aristoteles (1779).pdf/17

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Introducção
XIII

a belleza, onde começa o vicio, reduzir todas eſtas couſas a principios, e eſtabelecellos tão certos, e infalliveis, que não deſmintão já mais, em fim crear de novo á força de laborioſas combinações huma Arte, e huma Arte tão ſublime?

Iſto são couſas, que demandão huma vaſta extensão de idéas, huma indagação profunda, e huma infinita exacção de eſpirito. São raros eſtes homens originaes, que a natureza tem dado de ſeculos em ſeculos para creadores das Artes, e das ſciencias; e nós todos não nos devemos liſonjcar de que ſomos deſta claſſe.

¿Mas quando cada hum de nós foſſe tão feliz, que á cuſta de ſuas proprias meditações por ſi ſó pudeſſe deſcubrir, o que ſó tantos homens

fa-