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ARTHUR AZEVEDO
Scena II
João Ramos, Dona Angelica, O Cosinheiro.
ANGELICA.
Ora aqui tens o nosso cosinheiro.
Desejavas ouvil-o: aqui t'o trago.
Entra, Fabricio.
(O cosinheiro entra).
Quer saber teu amo
O que arranjaste para o almoço. Fala.
O COSINHEIRO.
Não póde ser melhor o meu cardapio.
RAMOS.
Cardapio? Não conheço essa palavra!
O COSINHEIRO.
Foi arranjada pelo Castro Lopes.
Eu não digo menu, que é francezismo.
RAMOS.
Temos um cosinheiro litterato!
O COSINHEIRO.
Litterato não sou, mas sou purista;
Embirro com palavras estrangeiras.
Hoje qué tudo se nacionalisa,
Nacionalise-se a cosinha!