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Página:As minas de Salomão.pdf/85

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CAPITULO V

 
A NOSSA ENTRADA NO DESERTO
 

Tinhamos morto nove elephantes. Dois longos dias levámos a serrar-lhe os dentes e a enterral-os com cuidado debaixo d’uma arvore enorme, que destacava isoladamente na vasta planicie, e formava um «signal» inesquecivel. Era um esplendido lote de marfim! Só os dentes do «Patriarcha» pesavam (tanto quanto pude avaliar) uns cento e setenta arrateis!

O pobre Khiva, esse, sepultámol-o ao pé da collina, com uma azagaia ao lado, para se defender dos Espiritos Malignos na sua difficil jornada para o Paraiso zulú. Ao romper do terceiro dia levantámos o acampamento — todos nós fazendo votos no silencio da nossa alma para que nos fosse dado voltar um dia! Eu,