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Nesta viagem terrestre
O caminho é bronco e rude,
Só a dextra da virtude
Póde os teus passos guiar.
Ha na terra um véo celeste
Que protege a existencia,
E’ o manto da innocencia,
Da virtude o santo véo.
Goza, ó virgem, do perfume
Dessa flôr da mocidade,
Que a patria da felicidade
Sómente existe no céo.
Sê feliz: corram-te os annos
Bem como a lua na esphera;
E de tua primavera
Sê tu a mais bella flôr.
Em quanto as auras da vida
Teu baixel vão bafejando,
Ama sorrindo, cantando:
—Deus, a Virtude, o Amor!—