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Quero vêr do collo os pômos,
Donde quer saltar de assomos
O coração;
Como de pomba dous seios
Que em uniformes anceios
Batendo estão.
Dá-me as mãos, quero beijal-as,
Toma as minhas para atal-as
Em nó de amôr;
Pois n’um abraço, presinto,
Vão-te quebrar pelo cinto
Como uma flôr.
Oh! dize-me, anjo perfeito.
Que guardas dentro do peito
Meu coração,
Porque tu és a ventura
Que ha tanto tempo procura
Minh’alma em vão?