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Feliz quem no seio teu
O sôpro da Providencia
Faz brotar a intelligencia,
Pérola fina do céo!
Como da noite no véo
Faz mil pérolas fulgir,
Tu tens, ó rival de Ophir,
Outras joias, outros brilhos;
Teu thesouro são teus filhos,
Tua glória é seu porvir!
Seu porvir, sim, que amanhece
Lá nos longes do futuro;
Não o meu, que um fado escuro
De negros fios só tece.
Patria! tudo me fallece
Para erguer teu esplendor:
Mas do pobre trovador
Terás o obolo pobre,
No peito um coração nobre,
Na lyra um canto de amôr.