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Página:Aureliano José Lessa - Poesias posthumas (1873).pdf/49

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Conta que viste,
Já sem encanto,
Meu rosto pranto
Triste banhar,
Ah! dize á bella,
Que a causa é ella,

Conta que sorves
Da flôr a vida,
E que bebida
Vás divagar;
Que assim sem norte,
Me ella dá morte.

Conta-lhe quanto
E’s inconstante,
Sem um instante
Jámais parar:
Que tal ingrata,
Ella me mata…

Co’as azas liba o pollen da cheirosa
Rosa,
Que no jasmineo seio a donzella
Zela: