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Hoje a descrença
Meu peito habita;
Minha alma afflicta
Trévas trajou.
E o bem que eu via
No meu futuro,
N’um véo escuro
Se eclipsou.
Porvir sonhado,
Amôr celeste,
Nada me déste,
Nada, cruel!
Do amôr na taça
Traguei ancioso
Nas bordas—gôzo,
No fundo—fel.
Tu me trahiste,
O’ esperança!
Esta lembrança
Me matará.
Vai-te, falsaria,
Já não te creio;
Nem mais meu seio
Te acolherá!…