Essa formosa filha da Circassia,
Cysne do Franguestan. Como, assustado[24]
Esse passaro nobre ergue a cabeça
E com aza orgulhosa açoita a lympha,
Si ouve passar alguem nas margens humidas,
Tal, garbosa, Leila alçava o collo,
Mais alvo que o do cysue; assim vestia
Qual armadura, a esplendida belleza,
Contra importuno olhar, té que, forçado,
Para o chão o baixasse o presumpçoso.
Era seu porte gracioso e nobre.
Estremecia o eleito de sua alma.
Este eleito quem é? Tão doce titulo,
O՚ merencorio Hassan, não te pertence.
Pôz-se a caminho Hassan. Vinte vassallos
De yatagan e arcabuz todos muuidos,
O sequito lhe foi. A՚ frente delles,
Armado, cinge Hassan a cimitarra,
Tinta na flôr do sangue dos Arnotas,
Quando reveis, a disputar lhe o passo
Na gargante de Parne se atreveram,
De onde voltou, apenas, um pugillo,
Para narrar as scenas do recontro.
Traz á cinta riquissimas pistolas
Que foram de um bachá; bem que embutidas
De ouro puro e de gemmas cravejadas,
Treme de vel-as o feroz bandido.
Corre que vai em busca de outra amante,
Mais fiel do que a perfida captiva,
Que por um giaur do harém fugira.
Ferem do sol os raios derradeiros
Limpidas, frescas aguas de um regato
Que do rude montez attrahe as bençãos.
O Grego traficante, retardado
Póde aqui desfrutar paz e repouso,
Que não encontra em meio das cidades,
Onde o seu cabedal é facil preia
A՚ sordida ambição de vis senhores.
Aqui pó le dormir tranquillo somno,
Não devassado por olhar extranho.