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III


NA VOLTA Á PATRIA


(SALVAÇÃO DOS LUSIADAS)


Cinzenta a côr do ceu, a noite baça,
O vento chora nas enxarcias, rude
Como grito plangente d'alaude,
       4Vibrado pelos dedos da desgraça.

Além nenhuma estrella então perpassa,
E' o horisonte um lugubre athaude,
Fervem as ondas altas como açude
       8Que as torrentes ás agoas embaraça.

Vem da China o baixel desarvorado,
Sulcou o mar com soffrega vontade,
       11Até que o mar o fez despedaçado.

Sorrindo heroicamente á tempestade,
Paga o zelo maior do seu cuidado
       13Camões, salvando á patria a eternidade.