Página:Chrysalidas.pdf/155

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Então, se á hora languida
Da tarde que declina,
Do arbusto da collina
Beijando a folha e a flor,
A brisa melancolica
Levar-te entre perfumes
Uns timidos queixumes
Echos de magua e dôr;

Então, se o arroio timido
Que arrasta-se e murmura
Á sombra da espessura
Dos verdes salgueiraes,
Mandar-te entre os murmurios
Que solta nos seus giros,
Uns como que suspiros
D'amor, uns ternos ais;

Então, se no silencio
Da noite adormecida,
Sentires — mal dormida -
Em sonho ou em visão,
Um beijo em tuas palpebras,