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Os arlequibs. — Pag. 81


Esta poesia foi recitada no Club Fluminense, n'um saráo litterario. Pareceu então que eu fazia satyra pessoal. Não fiz. A satyra abrange uma classe que se encontra em todas as scenas políticas, — é a classe daquelles que, como se exprime um escriptor, depois de darem ao povo todas as insignias da realeza, quizeram completar-lh'a, fazendo-se elles proprios os bobos do povo.




Polonia. — Pag. 89.


Eras livre, tão livre como as aguas.
Do teu formoso, clebrado rio.


Pag. 90.

O rio a que alludem os versos é o Niemen. É um dos rios mais cantados pelos poetas polacos. Ha um soneto de Miçkiewicz ao Niemen, que me agradou muito, apezar da prosa franceza em que o li, e do qual escreve um critico polaco: «Ha nesta pagina uma cantilena a que não resiste nenhum ouvido slavo; foi posta em musica pelo celebre Kurpinski. Assim consagrado, o soneto do Nienien correu toda a Polonia, e só deixará de viver quando deixarem de correr as aguas daquelle rio.»