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A JOVEN CAPTIVA.


(André Chenier. — 1861.)


— «Respeita a fouce a espiga que desponta;
Sem receio ao lagar o tenro pampano
Bebe no estio as lagrimas da aurora;
Joven e bella tambem sou; turvada
A hora presente de infortunio e tedio
Seja embora; morrer não quero ainda!

De olhos seccos o estoico abrace a morte;
Eu choro e espero; ao vendaval que ruge
Curvo e levanto a timida cabeça.
Se ha dias máus, tambem os ha felizes!
Que mel não deixa um travo de desgosto?
Que mar não incha a um temporal desfeito?