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EMBIRRAÇÃO.



A balda alexandrina é poço immenso e fundo,
Onde poetas mil, flagello deste mundo,
Patinham sem parar, chamando lá por mim.
Não morrerão, se um verso, estiradinho assim,
Da beira fôr do poço, extenso como elle é,
Levar-lhes grosso anzol; então eu tenho fé
Que volte um afogado, á luz da mocidade,
A ver no mundo secco a secca realidade.

Por elles, e por mim, receio, caro amigo;
Permitte o desabafo aqui, a sós comtigo,
Que á moda fazer guerra, eu sei quanto é fatal;