Esquecida da morte de Dargo
E na ventura de sua paixāo
Ella comprimíra a māo d՚aquelle
Que matára seu pai !
« Filho de Caruth, Dermid exclama,
A filha de Dargo amo; sim, amo-a
Do que minha vida mais, Oscar,
Que alento póde ter minha dôr
Se seu coraçāo é todo teu ?
Tem piedade de mim
Oscar, amigo meu, dá-me a morte. »
— « Que loucura a tua? Póde meu ferro
Ferir-te? Em teu sangue se embeber? »
— « Quem mais, Oscar, do que tu o pódes ?
Com prazer, com glória morrerei,
Amigo, morrendo por tua māo;
Ah! viver sem amôr
E՚ pois impossivel á minh՚alma. »
—«Pois bem, Dermid, empunha teu ferro
E defende-te; mas, ai de mim !
Ao menos possa eu cahir comtigo,
Possa eu morrer por tua mão, amigo ! »
E ambos se combater
Forāo perto à torrente de Branno.
Tingiu o sangue as ondas fugitivas
Bem assim o musgo que as margèa.