COMO SE DEVE ESCREVER A HISTORIA DO BRASIL
[editar]KARL FRIEDRICH PHILIPP VON MARTIUS (1794 - 1868)
[editar]Advertencia
[editar]Carlos Frederico Felipe de Martius nasceu em Erlagen, na Baviera, a 17 de abril de 1794. Pertencendo a família tradicionalmente vinculada às ciências naturais, Martius revelou desde estudante na Universidade de Erlagen sua decidida predileção pela botânica. Transferido para a Universidade de Munich, já em 1814 era adjunto do botânico Schranck, inspetor do Jardim Botânico, e realizava excursões científicas pelos arredores, sendo nomeado adjunto da Academia em outubro de 1816.
Neste ano, o casamento da arquiduquesa D. Leopoldina d'Austria com D. Pedro I tornou-se decisivo para o futuro do jovem estudioso, que desde então dedicou sua operosidade ao mundo brasileiro. Para acompanhar à princesa, depois primeira Imperatriz do Brasil, resolveu a Côrte de Viena nomear uma comissão de naturalistas, que devia proceder a um estudo das produções naturais brasileiras. Para fazerem parte dessa comissão foram escolhidos sábios de reputação formada, como Johann Christian Mikan, Johann Emmanuel Pohl e Johan von Natterer, e os pintores Thomas Ender e Buchberger. A comissão incorporam-se, por solicitação do Govêrno da Baviera, Johan Baptist von Spix e K. F. Ph. von Martius; e a pedido do govêrno da Toscana, Giuseppe Raddi. Martius, que viajou em companhia de Mikan, Ender e Spix, chegou ao Rio de Janeiro a 15 de julho de 1817. Todos empreenderam viagens de pesquisas e publicaram trabalhos científicos, alguns já traduzidos para o português, como os de Pohl, Spix e Martius.
Durante quase dois anos e meio, Spix e Martius percorreram o centro, o leste, o nordeste, a Amazônia, chegando à fronteira do Peru. Nesta viagem de 1400 milhas geográficas, Martius colheu material de 6,500 espécies de plantas, enquanto Spix colecionou 85 espécies de mamíferos, 350 de aves, 130 de anfíbios, 116 de peixes e 2,700 insetos. De todas as