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Página:Como se deve escrever a história do Brasil.pdf/8

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diz que o de Martius é profundamente pensado. Joaquim da Silveira leiro, diz que o de Martius é profundamente pensado. Dizia mesmo que era bom demais e que não poderia ser posto em prática naquele momento, mas serviria de modêlo para quando fosse realizável. E acrescentava que sua utilidade se manifestava desde logo na direção que deveriam tomar as investigações históricas no Brasil. 14

Diz-se muito que o plano de Martius foi seguido por João Ribeiro, ao preparar o seu Compendio de Historia do Brasil ( 1a. edição, Rio de Janeiro, 1900; 15a. edição, Rio de Janeiro, 1955). Assim disse, por exemplo, o crítico literário brasileiro, de grande nomeada na epoca, Araripe Junior. 15 Não nos parece que se possa sustentar tal hipótese, exceto na valiosa sugestão da formação étnica regional. Nesta sentido já observamos que João Ribeiro, influenciado por Martius, notara em cada um dos núcleos primitivos da nação um sentimento característico: o da Bahia é o da religião e da tradição; o de Pernambuco é o radicalismo republicano e extremo de todas as revoluções; o de São Paulo (Minas Gerais e Rio de Janeiro) é o liberalismo moderado; o de Amazonas, demasiado indígena, é talvez o da separação, como o é no extremo sul, demasiado platinoExcluidas as duas últimas não há que negar a capacidade de observar certas · feições características, capazes de ajudar a futura e complicada pesquisa das relações de comportamento entre a estrutura e a superestrutura, indispensável a uma periodização.16 No reconhecimento e pesquisa das diversificações regionais que compõem o nacional, João Ribeiro seguia Martius, que primeiro o viu e demonstrou a necessidade de sua investigação. Na verdade, um exame comparativo das fontes da Histôria de João Ribeiro poderá revelar sua aproximação com a Hístôria do Brasil de Heinrich Handelmann, na feitura de suas divisões e na inspiração de certas idéias classificadoras da exposição. Capistrano de Abreu, em carta de 1923 esera muito apreciado por João Ribeiro e Oliveira Lima. E' mais um testemunho da possível influência de Handelmann sôbre João Ribeiro.

De Martius viria mais a grande idéia, inteiramente aproveitada e oricrevia ao historiador português João Lúcio de Azevedo17 que Handelmann ginalmente exposta, de que a história deve encarar o Brasil como uma federação de províncias.

Martius continua vivo no Brasil e o elogio acadêmico do orador do