bro e facho incendiario nas mãos, vinha agora, não penetral-o, mas destruil-o.
Almas fechadas ao contemplativismo, nunca lhes amollentou o pulso a belleza augusta dos jequitibás de frondes sussurrantes como o oceano, nem o vulto grave das perobeiras millenarias.
Sua ambição feroz preferia á belleza da desordem natural, a belleza alinhada da arvore que dá ouro. Só esta forma de belleza tem amavios capazes de enlevar a alma fria do paulista. Para ver estadeada ante os olhos a sua belleza — cousa nova no mundo e creação genuinamente local — derrubou, roçou e queimou a maravilhosa vestimenta verde do oasis. Desfez, em decennios, a obra prima que a natureza vinha compondo desde a infancia da terra.
Confessemos: um espectaculo vale o outro.
Nada mais soberbo — e nada desculpa tanto o orgulho paulista como o mar de cafeeiros em linha, postos em substituição da floresta nativa.
E՚ de enfunar o peito a impressão de quem pela primeira vez navega sobre o oceano verde-escuro. Horas a fio, num pullman da Paulista ou num carro da Mogyana [1] a cortar um cafezal só — milhões e milhões de pés que ondulam por morro e valle até se perderem no horizonte, confundidos com o céo... Um cafezal só, que não acaba mais, sem outras soluções de continuidade além do casario das fazendas e dos pastos circumjacentes... Para quem necessita
- ↑ Paulista e Mogyana, nomes vulgares de duas companhias de estradas de ferro.