revitalizar as energias murchas e esmaltar-se de indestructivel fé no futuro, nada melhor do que um passeio pelo mar interno da Rubiacea.
Mas a arvore do ouro só o produz á custa do sangue da terra. E՚ exuberante na producção da baga vermelha, mas insaciavel de humus.
Polvo com milhões de tentaculos, o Café rola sobre a matta e a sovérte [1].
Nada o sacia.
Já comeu as zonas uberrimas de Ribeirão Preto, Jahú, São Manuel, Araraquara, os pedaços de ouro de São Paulo, e agora afunda os dentes na carne virgem, tresuante de seiva, do Paraná e de Matto Grosso.
Nada lhe detem a offensiva irresistivel.
Não a paralysam geadas monstruosas como a de 1918; nem as taxas e sobretaxas excessivas; nem os impostos de sahida; nem a jogatina de Santos; nem a mentalidade altista do fazendeiro.
Caminha sempre.
Carro de assalto, vivo mas inconsciente, cégo mas instinctivo, lá róla hoje, rumo noroeste, para deante, sempre para deante...
O café é uma epopéa.
Quando nossa literatura largar o cházinho que beberica no Alvear [2] e comprehender a sua verdadeira missão, a epopéa, a tragedia, o drama e a comedia do café serão os grandes themas de quantos sentirem em si a fagulha divina.