Página:Contos Tradicionaes do Povo Portuguez.pdf/481

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32. O principe que foi correr sua ventura. — Nos Contos populares portuguezes, n.º XIV, ha uma variante de Coimbra com o titulo Branca-Flôr. Nos Contos populares brazileiros, n.º XXII, vem uma variante com o titulo Cova da Linda-Flôr. Este conto acha-se em quasi todos os seus detalhes com o titulo As trez pombas, nos Contos e tradições do tyrol italiano, de Schneller, n.º 27. O mesmo na collecção dos Contos populares e infantis, de Pröhle, n.º 8. Nos Rondallayres ou quentos populares catalans, de Maspons y Labros, apparece com o nome de Lo Castell del Sol. Vide Stanislao Prato, Una novellina popolare monferrina, p. 56. Sobre as donzellas-passaros, Reinhold Köhler, annotando os contos esthonianos, n.os 14 e 16, e os contos sicilianos, n.º 10, desenvolve largamente todos os paradigmas tradicionaes. Guichot y Sierra colligiu uma outra versão em Sevilha, El Marqués del Sol, publicada na Biblioteca de las Tradiciones populares españolas, t. I, p. 187.


33. Maria Subtil. — Na versão do Algarve encontrámos este conto com o titulo de Dona Vintes; e na versão de Ourilhe (Celorico de Basto) vem com o de Esvintola, (Contos populares portuguezes, n.º XLII) trazendo o estribilho:


Ai Dona Esvintola,
Tão brava na vida
E tão dôce na morte.[1]


Nos Contos populares portuguezes, de Sylvio Romero, n.º XII, Dona Pinta é uma variante do nosso. Ha uma

  1. Em uma versão ouvida em Airão (Minho) ha um episodio com esta cantiga:
    Quem leva, quem leva
    Meninos e flôres
    Para quem 'sta doente
    Por via de amores?