Página:Contos Tradicionaes do Povo Portuguez.pdf/521

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uma corda de area: «Quer sempre ser a hydra e fazer cordas de areia.» (Eufrosina, p. 300.) Na tradição popular ainda se repete esta oração:

Se o diabo viesse
Para me attentar,
As areias do mar
Lhe mandaria contar.

Walter Scott traz uma lenda escoceza semelhante.


152. D'quellas sete ao dia. — Este conto apparece ainda na tradição popular do Minho; nos Contos populares portuguezes, n.º LIII, traz o titulo Os Simplorios.


154. O odio endurecido. — Este conto n.º IX da Parte I dos Contos proveitosos, de Trancoso, acha-se nas Fabulas de Aviano, n.º 42; no poema francez Les Enseignements Trebor; no fabliau Du Convoiteux et de l'Envieux, par Jean de Boves (Recueil de Fabliaux, p. 107, Bibl. choisie); na Élite des bons mots, t. II, p. 292; nos Detti et Fatti piacevoli del Guiardini, p. 99; nas Mém. de l'Academie des Inscriptions et Belles Lettres, t. XX; o Conde de Caylus publicou um extracto do fabliau do Convoiteux; Saraiva de Sousa e o Padre João Baptista de Castro deram-lhe nova redacção litteraria.


155. Minha mãe, calçotes. — Ainda ouvimos no Porto o anexim que serve de titulo a este conto. Quanto ao seu thema tradicional, vid. nota 151.


156. O real bem ganhado. — O thema tradicional da pedra preciosa conserva-se no povo. Vid. n.º 78.


157. O segredo revelado. — Acha-se este conto nas Cento Novelle antiche, n.º 100; nas Novelle, de [[Autor:Franco Sacchetti|Franco Sa-