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O ESPELHO.
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que não poucas vezes temos presenciado. Ainda ultimamente não vimos nos semblante de todos os fluminenses desenhar-se o sentimento da mais intima saudade quando teve elle de partir para o norte? Não temos noticia das demonstrações, não d'essas demonstrações officiaes e moldadas pelo apparato das côrtes, mas sinceras e expansivas, com que os nossos irmãos do norte tem festejado? Não nos recordamos ainda do acolhimento que recebeu não ha muitos annos quando seguiu viagem para as provincias do sul do imperio, e outras do nosso littoral?

O que mais resta-nos dizer, quando temos mais alto que as nossas palavras todas essas provas inequivocas da affeição de um povo inteiro?

Terminando este ligeiro artigo, cumpre-nos ainda enumerar as differentes condecorações com que os soberanos estrangeiros tem mimoseado o imperador D. Pedro II, prestando assim um culto de respeito e estima as suas eminentes qualidades; são ellas as seguintes: Grão-Cruz das ordens da Legião de Honra, de França; de todas as da Russia; de Leopoldo I, da Belgica; de Santo Estevão, da Hungria; do Elephante, da Dinamarca; de S. Fernando, e de S. Januario, das Duas Sicilias; da Real do Salvador, da Grecia; do Leão Neerlandez, de Hollanda; da Muito Nobre e antiga Ordem da Torre e Espada do Vallor, Lealdade e Merito, e da Conceição de Villa-Viçosa, de Portugal; da Imperial Angelica Constantiniana de S. Jorge, de Parma; da Aguia Negra, da Prussia; da Estrella do Norte, e dos Serafins, da Suecia; e Cavalleiro das Ordens do Tosão d'Ouro, de Hespanha; e da Annunciada, da Sardenha.