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DA FRANÇA AO JAPÃO
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manter sobre o mesmo pé de igualdade as relações com este paiz, de modo a evitar-se os inconvenientes de uma falsa situação.

As primeiras expedições que no nosso século aportarão ao Japão forão consideradas pelos naturaes, mais como uma demonstração hostil de que como alliadas que vinhão tratar de interesses reciprocos. E quando em 1342 os japonezes conhecerão os motivos da guerra feita aos chins pelos inglezes, o que deo em resultado o tratado de Nankin, elles dispozerão-se a impedir com as armas nas mãos que o seo solo fosse pisado pelo estrangeiro.

A noticia da humilhação da China chegou depois de muito commentada e adulterada aos mais afastados logares do Japão; o terror se apoderou da maior parte dos membros que compunhão o conselho do Taikúno, emquanto que este e alguns japonezes illustrados comprehenderão a impossibilidade do Japão viver isolado, com os seos portos fechados e sem nenhuma relação com os estrangeiros.

D'esta divergência originou-se dois partidos: um chamado dos estrangeiros e o outro nacional.

O primeiro tinha á sua frente o Taikúno e o outro o Mikado e a maior parte dos Daimios.

Para comprehendermos os resultados d'esta guerra civil que durou longos annos e consumio parte da seiva de que este povo dispunha, quando isolado, vivia feliz e prospero, é necessario narrarmos quaes os acontecimentos que empossarão uma familia japoneza, de uma especie de poder regio na pessoa do Taikúno.

Nos antigos tempos, o Mikado reinava com omnipotencia sobre o Japão; apenas havião dezoito daimios aos quaes muitos historiadores dão o titulo de reis, que dirigião as diversas provincias, porúm prestavão todos os annos em Yedo hommenagem ao suzerano e lhe pagavão tributo.

No século XVI porem, o Mikado que então reinara tendo

encarregado a um dos seos generaes de nome Faxiba de sub-

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