Os fazendeiros que apreciavam a energia viril da creança stoica, não puzeram duvida em protegel-a, pondo á sua disposição livros e dinheiro para que completasse a sua educação. Intelligencia lucida, com desejo de saber tudo, aceitou o offerecimento de seus protectores e de posse de livros, com conhecimentos que tinha, foi se aperfeiçoando, recebendo novas luzes e haurindo novos conhecimentos.
Foi assim que a historia, a philosophia, a logica, as sciencias naturaes e as linguas latina, franceza e a que falamos, a agronomia, economia politica e outras sciencias, elle conheceu através os livros comprados pelos amigos de seu pae, que apreciavam a força de vontade do bom filho e a intelligencia do moço ávido de aprender.
Com a protecção de tão dedicados amigos, meu Pae veiu de novo para a Capital indo para a companhia de seus progenitores, pois tinha obtido meios praticos para fundar um jornal.
A sua vida tomou nova phase. A creança fez-se homem. A sua intelligencia já tinha o preparo sufficiente para arcar com todas as difficuldades de qualquer carreira: tornou-se jornalista arranjou outro meio, attrahiu novos amigos, conquistou sympathias, grangeou nomeada.
Seus amigos d’aquella epoca, Dr. João Mauricio Wanderley (barão de Cotegipe), Dr. João Alves Portella, Dr. José Antonio Saraiva, Dr. Manoel Pinto de Souza Dantas, Dr. João Adrião Chaves, D. Romualdo Seixas (arcebispo da Bahia), Dr. Abilio Cesar Borges (barão de Macahubas) e outros, que subiram ás mais altas posições no imperio, foram testemunhas do valor intellectual do jornalista que fazia todo um jornal, desde o artigo de fundo á noticia leve, bem feita e do polimista terrivel que esgrimia com sangue frio e habilidade.