Página:Diccionario Bibliographico Brazileiro v1.pdf/132

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- O barometro de William Siemens. Rio de Janeiro, 1879 - Sahira antes na revista de engenharia tomo 1°, n. 8, e contém figuras intercaladas no texto.

- Breve noticia sobre as curvas de posição e os novos methodos de navegação. Rio de Janeiro, 1880 - Sahira tambem na mesma revista, tomo 2°, n. 1.

- O navisferio ou as observações da noite. Rio de Janeiro, 1880 Idem, tomo 2°, ns. 2 e 3.

- Conferencia sobre a causa da formação e origem do gulf-stream que fez perante o instituto polytechnico brazileiro em sessão de 20 de dezembro de 1880. 87 pags. in-8.º


Antonio Alves de Carvalhal- Natural da Bahia e filho de João Telles de Carvalhal e de dona Candida Maria de Carvalhal, nasceu na cidade de Santo Amaro em 1846 e falleceu a 16 de junho de 1880, victima de uma affecção renal.

Collega desde os primeiros estudos do laureado poeta Castro Alves, delle rival na poesia, e formado em sciencias sociaes e juridicas pela faculdade de Pernambuco, exerceu o cargo de promotor publico em Itapicurú, termo de sua provincia, e voltando ao logar de seu nascimento ahi exerceu a profissão de advogado e serviu os cargos de curador dos orphãos e de adjunto á promotoria publica.

Escreveu:

- Lesbia. Recife, 1851 - O livro que tem este titulo é uma collecção das poesias que o autor escrevera em tempos de estudante.

- Chronicas (collecção de poesias e de artigos em prosa) - publicadas no periodico Monitor de 1876 a 1880. Muitas destas poesias, enthusiasticas e arrebatadoras, foram transcriptas em jornaes da côrte e de outras provincias. A maior parte dellas são impregnadas, como se exprimiu Felinto Bastos, do delicado sainête humoristico de satyra fina, aristocratica e aguçada como um bistury não usado. Quando trato de um poeta que morreu quasi desconhecido, não será ocioso transcrever aqui dous trechos que foram reproduzidos pelo mesmo F. Bastos na noticia que escreveu do doutor Carvalhal. Disse o poetá se dirigindo a uma cantora:

Canta, cysne gentil do paraiso!
Quem sabe si nasceste de um sorriso,
     De algum canto de Deus...
Si, ao dormires á noite, um anjo lindo
Vem te beijar, e ensina-te, sorrindo,
As harmonias mysticas dos céos?!...

N'outra composição, patrietica, escreveu elle:

Santo dia da patria, eu te bemdigo!
Eu te bemdigo, ó sol, que tão formoso,
Como risonha lampada suspensa
      D'essa cupola immensa,
Illuminaste o drama portentoso
       De nossa liberdade!