Página:Diccionario Bibliographico Brazileiro v1.pdf/143

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Exerceu o magisterio ensinando particularmente diversas linguas, serviu na commissão de exames de preparatorios do lyceu cearense, e é actualmente empregado na thesouraria da sua provincia.

Escreveu:

Sonhos de moço: (collecção de poesias) Maranhão, 1876 — Tem publicado, além desse volume, diversas composições em avulso, entre as quaes :

A caridade: poesia — dedicada ao doutor Moura Brazil, medico e seu conterraneo, quando este em sua volta da Europa visitou a provincia.


Antonio Bordo — Falleceu a 15 de março de 1865 ne Rio de Janeiro, onde viveu muitos annos, sendo natural da ltalia, e naturalisado brazileiro, segundo me consta.

Era traductor de linguas e interprete juramentado e matriculado para as linguas franceza e italiana, e escreveu:

Diccionario italiano-portuguez e portuguez-italiano, composto no Rio de Janeiro por Antonio Bordo. Rio de Janeiro, 1853-1854. Dous volumes.


Antonio Borges da Fonseca — Nasceu na provincia da Parahyba pelo anno de 1808 e falleceu na cidade de Jazareth, provincia de Pernambuco, a 9 de abril de 1872.

Era formado em direito pela universidade da Allemanha, tendo feito seus estudos secundarios no seminario episcopal de Olinda; exerceu o cargo de secretario do governo, por pouco tempo, em sua provincia natal, e a advocacia no Recife.

Republicano exaltado, tão inabalavel em seus principios politicos, quanto corajoso e audaz, na tarde de 6 de abril de 1831, achando-se no Rio de Janeiro, foi o primeiro a apresentar-se no campo de Sant'Anna, protestando contra o ministerio de reaccão anti-liberal, organisado na noite antecedente, animando e excitando á rebellião os grupos que ahi se reuniam; e na revolução praieira de Pernambuco, em 1848, de que foi um dos mais proeminentes vultos, chegou sua audacia á loucura de subir ao alto de um chafariz, e d'ahi proclamar á força do governo no meio da fuzilaria, a que se passasse para o seu lado, tendo a felicidade inaudita de não ser ferido de uma bala!

Dedicou-se com todo fervor ao jornalismo politico, soffrendo por causa de suas idéas diversos trabalhos em sua mocidade.

Escreveu:

Gazeta parahybana. Parahyba, 1828-1829 - Esta publicação cessou com a prisão de seu redactor e o subsequente processo, sendo absolvido pelo tribunal do jury.

Abelha pernambucana. Pernambuco, 1829-1830 — Sahiu o primeiro numero desta folha, in-4º, a 24 de abril de 1829 e o ultimo a 31 de agosto do anno seguinte.