Página:Diccionario Bibliographico Brazileiro v1.pdf/162

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Frei Antonio das Chagas — Natural do Rio de Janeiro, e nascido por cerca do anno de 1680, foi franciscano da provincia da Conceição do Rio de Janeiro, aqui exerceu o cargo de procurador geral, e escreveu:

Estatutos municipaes da provinicia da immaculada Conceição do Brazil. Lisboa, 1717, 339 pags.

Romances que compoz frei Antonio das Chagas, antes de ser riligioso — Na relação dos manuscriptos da bibliotheca fluminense está esta obra.


Antonio Claudio Soido — Nascido na provincia do Espirito Santo a 26 de abril de 1822, sendo seus paes o major Antonio Claudio Soido, e dona Maria Ortiz Soido, fez o curso da academia de marinha, sendo promovido a segundo tenente em 1842, e successivamente á outros postos até o de chefe de esquadra em 1880, obtendo reforma no posto immediato em 1882, a seu pedido.

Um dos mais distinctos officiaes de nossa armada, foi incumbido como com mandante do vapor Maracanã em 1857 de instaurar a navegação pelo rio Paruguay na provincia de Matto·Grosso, franqueada pelo tratado de 6 de Abril de 1856, ate Corumbá, passando porem até Cuyabá, que se suppunha innavegavel; foi depois á Europa acompanhando os guardas·marinha, como professor do 4º anno do curso da escola respectiva; fundou em 1860 e foi director do arsenal de marinha de Cuyabá; passou d'ahi a commandar em 1867 a flotilha de Matto-Grosso que desceu de Cuyabá a reconquistar Corumbá, occupada pelos Paraguayos desde 1864; em 1870 commandou a primeira divisão da esquadra em operações no Rio da Prata, e por ultimo o batalhão naval.

E' commendador da ordem de S. Bento de Aviz, official da ordem da Roza, condecorado com a medalha da campanha argentina de 1851 a 1852 e a medalha da guerra do Paraguay, e escreveu, além de artigos sobre viagens á Europa no Diario do Rio de Janeiro em 1854:

O Pirata: poema de lord Byron. Traducção em verso portuguez — Foi impresso no Jardim poetico de J. M. Pereira de Vasconcellos, serie 2ª, Victoria, 1860, paga. 127 a 233. Nesta obra ha diversas poesias suas como:

Lembrança de Montevidéo. A menina oriental — Serie 1ª, Victoria, 1856, pags. 112 a 118.

A visita de S. M. o Imperador aos hospitaes dos impestados: poemeto — Idem, pags. 67 a 81.

Para os pobres: traducção de Victor Hugo - Serie 2ª, pags. 67 a 70.

O batel, ao seu amigo J. N. de Souza e Silva — Idem, pags. 75 a 81.

Ha diversos trabalhos gaographicos seus, como:

Carta geral da fronteira entre o Brasil e a Bolivia, etc. 1875 — Foi reduzida e lithographada em 1881.