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correcção de muitos abusos da sociedade fluminense, e até de erros da alta administração. Ellas dariam alguns volumes si fossem colleccionadas.

Ha de sua penna varias comedias, todas habilmente temperadas de aprazivel sal, e já representada, em theatros da côrte com geral applauso. Neste momento posso dar noticia das seguintes:

Barbas de milho: parodia da opera comica Barbe Bleu — Foi muitas vezes representada na Phenix dramaticia, pela empreza do actor Heller.

O reinado das mulheres: parodia de La reine Crinoline — Idem.

O senhor Mello Dias, amante das mesmas: parodia de Monsieur Choufleurie - Idem.

O fechamento das portas: comedia — representada no mesmo theatro com muitos applausos por occasião da resolução de se fechar o commercio aós domingos e dias santificados.

O cataclisma de 1869: comedia — creio que foi repl'esentada no mesmo theatro.

A ninhada de meu sogro: comedia — Idem.

Vaz Telles &: Cª: comedia — Foi levada á scena no theatro Recreio dramatico.

De Herodes para Pilatos: comedia em tres actos, imitada do francez representada no theatro Recreio dramatico em 1881.

O morro do Nheco: certidão em tres actos com musica, passada por Augusto de Castro — representada pela primeira vez, em beneficio do actor Vasques, no theatro Sant'Anna, a 10 de abril de 1883.

A. de Castro foi um dos primeiros e constantes redactores da

Semana illustrada: jornal humoristico e hebdomadario illustrado. Rio de Janeiro, 1860-1876, 15 vols. in-4° gr. (Veja-se Antonio José Victorino de Barros.)


Augusto Cezar Diogo — Nasceu na provincia da Bahia, em Paramerim, a 21 de abril de 1846, sendo seus paees Braz Diogo das Chagas e dona Carolina Amelia de Azevedo.

Fez o curso de pharmacia na faculdade desta provincia e na da côrte recebendo o titulo de pharmaceutico; entrando para o corpo de saude do exercito a 10 de julho de 1873, jã era tenente honorario por ter prestado serviços na campanha do Paraguay, e acha-se actualmente encarregado do laooratorio chimico-pahrmaceutico militar, ha pouco, estabelecido na côrte. E' preparador de pharmacologia da faculdade de medicina; professor livre da mesma disciplina; cavalleiro da ordem da Roza; condecorado com a medalha da campanha do Paraguay; socio benemerito do instituto pharmacentico do Rio de Janeiro; membro titular da imperial academia de medicina, e escreveu:

Noções de pharmacia. Rio de Janeiro, 1881, 264 pags. in-8° — Este livro é o compendio, por que o autor lecciona.