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Augusto Fomm Junior — Filho de Augusto Fomm e de dona Angela Martins Fomm, nasceu no Rio de Janeiro a 28 de dezembro de 1856.

Bacharel em mathematicas e sciencias physicas e naturaes pela escola central, hoje polytechnica, apenas formado serviu como auxiliar na estrada de ferro Leopoldina; passou depois a un logar de engenheiro da estrada D. Pedro II, explorando e locando grande parte da secção entre Queluz e Lagóa Dourada: d'ahi serviu como engenheiro de 1ª classe na estrada de Camocim á Sobral, no Ceará, e finalmente, a convite do representante da compagnie de chemins de fer bresiliens explorou, como chefe da commissão, o prolongamento da estrada de ferro do Paraná, escrevendo:

Prolongamento da estrada de ferro do Paraná. 1ª secção. Relatorio e memoria descriptiva. Rio de Janeiro, 1883, 161 pags. in-fol. — A este volume, de nitida impressão, se acha appensa a

Planta dos estudos de prolongamento da estrada de ferro do Paraná, 1883 — escala de 1:200,000, n'uma grande folha de 1m e 35cent de extensão.

Resposta ao discurso pronunciado no senado pelo senhor conselheiro Alfonso Celso sobre a planta cadastral da cidade do Rio de Janeiro na sessão de 27 de setembro de 1882. Rio de Janeiro, 1883, 33 pags. in-8.°


Augusto Francisco Aleixo dos Santos Breves — Descendente de uma das familias mais importantes e abastadas do Rio de Janeiro, nasceu no Arrozal, municipio do Pirahy, a 4 de agosto de 1845.

Encetou no Brazil sua educação litteraria, indo concluil-a em Coimbra, em cuja universidade formou-se em direito, e voltando á patria, exerceu na côrte a advocacia; porém outras viagens, que fez á Europa, o decidiram a abandonar a carreira. Na Europa fez especial estudo de algumas linguas, da philosophia, sobre tudo da philosophia allemã e systema de Krause, assim como de musica; e então sentindo-se com inclinação ao magisterio, tem-se dedicado a elle em alguns collegios, quer de S, Paulo, quer do Rio de Janeiro.

Tem publicado no Jornal do Commercio e Gazeta de Noticias da côrte, na Provincia de S. Paulo e Correio Paulistano alguns artigos de polemica litteraria, sobre jesuitismo, em favor da tolerancia religiosa, etc., e escreveu:

Cantos dos seculos: poesias. Coimbra, 1865 — São composições de seus verdes annos, publicadas quando se achava na Europa, estudando.

Harmonias: lyra dos vinte annos. Poesias. I. Rio de Janeiro, 1874, 164 pags, in-8.°

Paginas da mocidade: Memoria de Albero. Albertina. II. Rio de Janeiro, 1874, 200 pags. in-8° — Na introducção deste livro, de pags. 10 a 17, transcreve o autor, do volume antecedente, seu poemeto Camões,