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Flôr de innocencia, quadro de belleza,
Typo da creação, obra de esmero
Das mãos do grão Artifice sublime,
Animada por sôpro milagroso...

Os tumulos campestres (por M. de Chateaubriand). 1846 — pag. 11.

Belleza e candura. 1847 — pag. 103.

A douda (Soláo). Tributo de amizade ao doutor Alexandre Theophilo de Carvalho. 1845 — pag. 115.

A mendiga do cemiterio de Berlim por X. Marmier — pag. 140.

A lampada por André Crenier — pag. 230.

A borboleta. 1845 — pag. 247.

A liberdade. 1845 — pag. 344.

Harmonias. 1847 — pag. 349.

Dor e consolação. 1847 — pag. 351.

Harmonias da noite. A virgem. 1848 — pag. 366.


Augusto Freire da Silva — Filho do antigo official de milicias José Freire da Silva e de dona Florisbella Lucia Braule da Silva, nasceu na cidade de S. Luiz do Maranhão a 17 de outubro de 1836.

Depois de alguns estudos de humanidades, feitos em sua provincia, veiu para o Rio de Janeiro, em cujo commercio se empregou, applicando-se ao estudo da arte tachygraphica com o intuito de fazer della profissão. A conselho, porém, de um amigo e conterraneo, resolveu continuar seus estudos, fez na côrte exames de algumas materias, quando por circumstancias particulares foi obrigado a interrompel-os, e procurar um emprego no escriptorio das loterias da provincia. Mas tendo o dito seu amigo fundado em S. Paulo o collegio Ipyranga, a seu convite veiu exercer o logar de sub-director, e de lente do mesmo collegio; e então não só concluiu seus estudos, duas vezes interrompidos, como matriculou-se no curso juridico em que se formou em 1862, exercendo em seguida a magistratura como juiz municipal desde 1863 até 1870.

Fundou em Santos um collegio para educação de meninos, que foi obrigado a feichar em 1873 por causa da epidemia da febre amarella; fundando outro na capital de S. Paulo, igual sorte teve este em poucos mezes por causa de uma epidemia de variola; e então apresentou-se ao concurso e foi nomeado lente de grammatica da lingua nacional do curso annexo á faculdade. Escreveu:

O acautelador dos bens de defuntos e ausentes, vagos e de evento. S. Luiz do Maranhão, 1868 — Esta obra foi escripta, quando o autor exercia o cargo de juiz municipal da comarca da Limeira.

Novo methodo de ensinar a ler e escrever. Pariz, 1863 — Desta obra sahiu nova edição com o titulo:

Novo methodo de ensinar a ler e esçrever, accrescentado da Civilidade primaria de Chantal, de um resumo da doutrina christã, extrahido