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Do manganez empregado como succedaneo ou associado ao ferro anemias e chloroses — Na dita revista, tomo 2°, n, 1.

Conselhos contra a colera-morbus epidemica. Maceió, 1861, in-8° — Foram escripto, quando o autor exercia o cargo de inspector de saude publica, grassando epidemicamente esta molestia, impressos em opusculos por ordem do governo provincial e distribuidos por toda provincia.

Estudos militares. Rio de Janeiro, 1865, in-8° — Esta obra foi escripta em 1863, por occasião da questão Christie, e enviada para a côrte, afim de ser publicada, aqui se extraviara, sendo por isso tirada uma nova cópia, e só impressa em 1865. Depois de tratar-se da guerra e das conquistas desde os primeiros seculos, da mudanças trazidas pelo christianismo no commettimento das guerras, o autor trata da organização dos exercitos, sua necessidade, disciplina, moralização e instrucção de accôrdo com o espirito religioso, conciliação dos interesses do Estado com os da sociedade, casamentos na classe militar, distinctivos e premios, protecção as viuvas do militares, etc.

Bando annunciador dos festejos do dia dous de julho na cidade de Santa Izabel do Paraguassú. Bahia, 1855 in-fol. gr. — E' escripto em oitavas rimadas sob o anonymo.

Ha outras composições poeticas suas, como:

O que eu quizera. Ella — Nos Cantos Brazileiros, Bahia, 1850, pags. 28 e 29, 97 e 98.

A rainha do baile, a dona E, M. — No Diario das Alagôas, julho de 1861, São as unicas assignadas pelo autor.


Augusto Zacarias da Fonseca Costa — Natural da provincia de Minas Geraes, nascido em Santa Luzia de Sabará a 5 de novembro de 1833, filho de Domingos Gonçalves da Fonseca e de dona Maria Carlota de Jesus Fonseca, veiu com seu pai, que foi rebelde na revolução de 1842, mãe e irmãos, para o Rio de Janeiro no anno de 1843; exerceu o cargo de amanuense da escola de marinha e exerce actualmente o de secretario do collegio naval; no municipio de Nictheroy, para onde foi residir sua familia desde que deixou sua provincia, tem occupado logares de confiança do governo e de eleição popular como os de primeiro juiz de paz, subdelegado e delegado de policia, e escreveu:

Viagem e naufragio da corveta D. Isabel. Sentida e synthetica historia da brilhante viagem que fez aquelle vaso da nossa marinha de guerra aos Estados-Unidos e de lá á Europa, levando a seu bordo uma turma de talentosos jovens guardas-marinha, e da tremenda catastrophe do seu naufragio em a noite de 11 de novembro de 1860, nas costas da Barbaria, em Marrocos, Rio de Janeiro, 1861.

Circular aos votantes do primeiro districto da freguezia de S. João Baptista de Nictheroy. Nictheroy, 1868 — E' um opusculo, compendiando as attribuições que tinham na época os juizes de paz.