Página:Diccionario Bibliographico Brazileiro v1.pdf/59

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conselheiro Manoel Ladislau Aranha Dantas, Francisco Agostinho Gomes, José Botelho de Mattos, o irmão Joaquim Francisco do Livramento e dona Anna Nery.


Alexandre José de Mello Moraes, 1º — Filho do capitão-mór Alexandre José de Mello e de dona Anna Barboza de Araujo Moraes, nasceu na cidade de Alagoas, antiga capital da provincia deste nome, a 23 de junho de 1816 e falleceu no Rio de Janeiro a 6 de setembro de 1882. Sendo, ainda criança, orphão de pai e de mãi, foi sua educação entregue aos cuidados de dous tios, ambos frades, um carmelita e outro franciscano, os quaes bem pouco se occuparam com a educação de seu sobrinho. Este, porém, com decidida tendencia para a carreira das lettras, não só procurava desde seus verdes annos relacionar-se com os homens doutos da Bahia, para onde viera, como se dava com toda applicação aos estudos superiores, de modo que aos dezesete annos de idade já leccionava em dous collegios, e com taes recursos matriculou-se na faculdade de medicina, onde se doutorou em 1840.

Principiando por exercer a clinica na provincia da Bahia como allopatha, abraçou mais tarde o systema de Hahnemann, que ainda seguiu no Rio de Janeiro. Era medico do convento de Santo Antonio, e ultimamente quasi que só se occupava em escrever. Sobretudo da historia patria tinha feito muito estudo, e possuia documentos de alta valia.

Representou na camara temporaria a provincia das Alagôas na legislatura de 1869 a 1872, e por iniciativa sua creou-se em 1859 a primeira bibliotheca que teve esta provincia, doando-a com uma boa quantidade de livros de sua bibliotheca particular.

Escreveu:

Considerações physiologicas sobre o homem e sobre as paixões e affectos em geral; do interesse, amor, amizade e saudade em particular: these apresentada e sustentada na faculdade de medicina da Bahia, etc. para obter o grau de doutor em medicina. Bahia, 1840. 114 pags. in-4º.

O medico do povo; jornal destinado á propaganda das doutrinas homoeopathicas. Bahia, 1850 a 1853 — Foi redigido pelo doutor Mello Moraes, e João Vicente Martins.

O medico do povo na terra da Santa-Cruz. Rio de Janeiro, 1854 — É o mesmo jornal que o doutor Mello Moraes continuou a redigir no Rio de Janeiro.

Propaganda homoeopathica na Bahia desde outubro de 1847 a março de 1848 por João Vicente Martins, mandada imprimir polo doutor A. J. de Mello Moraes. 3 vols. Bahia, 1847 a 1849 — É uma resenha de todos os escriptos e publicações pro e contra a homoeopathia.

Repertorio do medico homoeopatha, extrahido de Rouff e Bernninghausen, e posto em ordem alphabetica com a descripção abreviada de