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672 DOM JOAO VI NO BRAZIL

encarariam afinal e definitivamente a questao, nenhuma ra- zao existia que devesse impedir os Portuguezes de reporem as cousas no primitivo estado, si tal era sua vontade. O Bra zil, observava ainda o ministro britannico, estava na obriga- gao de ter com a republica de Buenos Ayres as contempla- goes que Ihe suggerisse a politica, e o plenipotenciario portu- guez em Pariz reconhecera os erros commettidos pelo seu governo em todo esse negocio: nada mais justo do que per- mittir a occasiao de serem elles reparados.

O ministro russo Thuyll ponderou na reuniao que en- tregar a praga occupada aos inimigos de S. M. Catholica em vez de entregal-a as forgas de S. M. Catholica, era post jul- gar, nao prejulgar as cousas, mas Thornton se nao deixou convencer e persistiu na sua attitude, o que levou seu collega a dizer depois que o embaixador de S. M. Britannica pare- cia ter em mente que uma guarnigao ingleza poderia perfei- tamente substituir em Montevideo a guarnicao portugueza ate a chegada das forcas hespanholas. E nao estava com isto Thuyll muito longe de acertar, si bem que nao fosse de na- tureza a enganar potencia alguma a razao, aventada para tal caso eventualmente, de mais depressa dever uma guarni cao ingleza entregar a pra^a occupada ao seu legitimo sobe- rano, mantendo entrementes "a ordem, motivo de todas as preoccupagoes.

Os partidarios da antiga metropole continuavam a agi- tar-se na Banda Oriental, pois que informava entao Maler ( i ) que Lecor fizera entrar em Montevideo trez regimentos e prender no realistas, entre elles officiaes superiores, con- duzindo-os para bordo de urn transporte portuguez que os levou para Santa Catharina. A violencia tinha de certo por

��(1) Officio de 18 de Dezemhro de 1819.

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