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682 DOM JOAO VI NO BRAZIL

tadas pelo diplomata russo a chancellaria prussiana que a Hespanha nao deixara afinal de convidar igualmente para intervir como mediadora, pensando judiciosamente melin- dral-a com a exclusao assim se expressava a 31 de Janeiro de 1817 (i): "Si le Portugal croyait devoir cette mesure a sa surete afin d empecher la contagion des maximes et des principes revolutionaires, il devait avant toutes choses de- mander racquiescement de 1 Espagne, et s il voulait, en occupant provisionnellement la Province de Buenos Ayres, rendre service a 1 Espagne, il devait le lui declarer d une maniere positive, et 1 engager a y consentir, car aucun Etat n a le droit de rendre service a un autre malgre lui et au detriment de ses droits."

Hardenberg accrescentava que era todavia preciso ou- vir as explicates portuguezas a respeito, pedindo as po- tencias medianeiras ao governo de Dom Joao VI uma jus- tificagao franca e amigavel do seu acto. Por isso Palmella, na falta de instrucgoes do Rio para o caso, preparou um ma nifesto provisorio de que da conta no seu officio reservado de 9 de Abril (2).

Dos esforgos da Hespanha e da benevolencia para com ella da Santa Allianqa nasceu a nota conjuncta ao marquez de Aguiar (3) de 16 de Marco de 1817, ja uma vez men- cionada, approvando a attitude moderada e prudente do ga- binete de Madrid em nao recorrer a forga como Ihe seria

��(1) CoiTosp. de Pulmella, no Ar-ch. do Min. das Rel. Ext.

(2) Dcxixicliox c Correypondenda <!<> [)iiit, da Palladia, I.isboa, IS. l, Tomo I.

(M) Barca era o ministro de estnmgeiros desde comedos de 1810, mas a correspondeneia da legagao em Londres continuara diri- gida a Aguirr, so principiando a ser enderoqada a Barca pouco antes civile fallecev em .Tunho de 1817. ja fallecido tamhem Aguiar. A nota conjuncta a>cha-se no primeiro das quatro tomos dos Despachos e Cor respond cncia.

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