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684 DOM JOAO VI NO BRAZIL

Esterhazy e por este confidencialmente mostradas a Pal- mella - - que naturalmente se apressou em rekcar tudo ao seu governo (i) - - rezavam claramente "que o gabinete de Vienna nao considerava a reclamacao do de Madrid senao como hum convite para intervir como mediador nas suas dezavengas com o nosso e que em caso nenhum pretende as- sumir o caracter de alliado da Espanha se a contenda se nao terminar amigavelmente."

Demais, a retrocessao de Olivenga era indirectamente favorecida pela Austria porque, por motive de ter a Rainha da Etruria ficado no Congresso de Vienna sem compensa- goes territoriaes para os dominios de que fora despojada por Napoleao, a Hespanha nao assignara ate entao o tratado ge- ral alii accordado. Agora, segundo communicava Metternich a Esterhazy, pensava a Austria ceder em favor d aquella Princeza sem reino, e de 1 seu filho, a reversibilidade do du- cado de Parma depois da morte da archiduqueza Maria Luiza, "devendo entretanto o Estado de Luca pertencer a Raynha da Etruria e ser reunido a Toscana quando se ve- rificasse a reversibilidade acima annunciada."

Uma vez que a Hespanha adherisse as decisoes do Acto Geral de Vienna, Olivenga volveria a ser portugueza e, rea- lizado o ajuste dynastico lembrado pela Austria, ficava Pal- mella livre do seu receio de que, no caso de ataque da Hes panha contra Portugal por causa da conquista de Montevi deo, lograsse a Rainha da Etruria realizar mais do que Ihe promettera Napoleao por occasiao do tratado de Fontaine- bleau. Nem se importaria a Inglaterra em extremo com a transferencia da coroa portugueza, dos Bragancas para esse

(1) Officio reservatfo de 14 de Margo de 1817, ao Arch, do Min. dns Rel. Ext.

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