Página:Dom João VI no Brazil, vol 2.djvu/135

Wikisource, a biblioteca livre
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa


DOM JOAO VI NO BRAZIL 699

Austria, e exprimira a Palmella o desejo de com elle discor- rer n algum ponto do trajecto mais ao alcance do seu amigo portuguez.

Valeu a pena a viagem porque Palmella poude ouvir do chanceller austriaco a informagao de que, segundo era de prever, Franga e Russia tinham no Congresso mostrado ten- dencia a favorecerem a Hespanha Capo d Istria, dizia Met- ternich, odeia a Inglaterra e Portugal , Inglaterra e Austria a favorecerem Portugal ; ao ponto de Castlereagh annunciar officialmente que, em presenga da annuencia portugueza a politica de mediagao das potencias congregadas, subsistia em plena forga a garantia britannica em prol do Reino Unido de Portugal e Brazil, a qual assegurava sua independencia e integridade. (l) %

O Czar, que timbrava muito em ser ou pelo menos parecer leal e escrupuloso em politica, quando chamada sua attencao por Metternich e Castlereagh para as intrigas de Pozzo di Borgo em Pariz e Aix-la-Chapelle e de Tatischeff em Madrid, affirmara todavia "que nao se devia dar credito a nada do que se referia haver sido proposto em seu nome a corte de Madrid acerca de hum projecto de allianga sepa- rada, e que elle declarava traidor (felon} qualquer dos cinco soberanos alliados que formasse relacoes com outras Potencias sem o consentimento e conhecimento das cinco Po tencias, e que intentasse mudar as relagoens que se achavao estabelecidas actualmente entre ell-es. Em prova do que, an- nunciou que ordenaria ao seu ministro em Madrid que em- pregasse todos os seus esforc.os para persuadir aquelle Gabi-

��(1) Aroh. do Mm. das R-el. Ext.

�� �