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706 DOM JOAO VI NO BRAZIL

escrevia elle a Thomaz Antonio, ( i ) confesso que concorro inteiramente com a opiniao que V. Ex.^ me diz ser a do Sr. conde dos Arcos i. e. que mesmo podendo-se conseguir a adopcao de huma Monarquia constitucional, he esse um re- sultado cujas vantagens para o Brazil podem ser muito dispu- tadas. Estou convencido finalmente, que se a totalidade da America do Sul nao pode ja agora voltar a sujeigao da Es- panha, o que seria para nos o resultado mais vantajoso, he sem duvida que a restituicao de Montevideo a Espanha, adquirindo o Reino do Brazil bons limites, e metendo hum corpo de oito ou dez mil Espanhoes entre nos e Buenos Ayres garante mais a nossa neutralidade e da mais lugar a combinacoes futuras que nos sejam favoraveis do que os pia nos aereos dos agentes de Buenos Ayres".

N esta materia a opiniao de Palmella, imbuida de euro- peismo, no sentido de se nao deixar convencer da importan- cia capital para Portugal d essa sua questao americana, e de conservar velhas ideas que alem mar ja se tinham trans- formado com a transformagao da colonia, discreparia sem- pre na essencia da da corte do Rio, a qual visava a annexa- gao da Cisplatina, sem se indispor, caso isto fosse possivel, luctando mesmo, si nao houvesse outro remedio, com o go- verno independente de Buenos Ayres, uma vez afugentado o espantalho hespanhol. Comeca porque Palmella, que estava do lado de la do oceano, em contacto diario com os mediado- res, vivendo entre as intrigas das chancellarias, entendia que era em qualquer caso conveniente a conclusao de um tratado com a Hespanha.

��(1) Officio de 16 de Janeiro de 1819. Corre&p reserv. da Le- gagao de Londres, no Arch, do Min. das Rel. Ext.

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