Página:Dom João VI no Brazil, vol 2.djvu/143

Wikisource, a biblioteca livre
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa


DOM JOAO VI NO BRAZIL 707

"Emquanto porem negociamos e vamos ganhando tempo, sem indispor os mediadores escrevia a Thomaz Antonio ( i ) , querendo elie proprio ganhar tempo diante da sof fre- guidao do seu governo - - podera ser que a forga das circum- stancias induza a Espanha a adoptar a medida de enviar hum Infante (2) e os inconvenientes que achamos em propor oficialmente essa medida como um sine qua non da nossa parte para a restituicao de Montevideo cessara logo que se trate de a promover e apoiar..."

No intuito de abonar ainda mais perante a Europa a boa vontade portugueza e de dar que pensar a Hespanha, rebatendo-lhe as ameagas que continuavam incorrigivelmente a chispar nas notas de Fernan Nufiez e nos despachos de qualquer dos numerosos ministros de estrangeiros que o capri- cho de Fernando VII elevava para sacudir pouco depois do gabinete, Palmella, apoz reassumir a gerencia da legagao de Londres, fez solemne e directamente renovar pelo Foreign Office a obrigagao britannica de garantia que andava vir- tualmente negada a Portugal por causa da sua primitiva attitude nos negocios do Rio da Prata.

Tendo, porem, as cousas mudado por completo com a ulterior acquiescencia portugueza no projecto de mediacao, era natural que Castlereagh declarasse a Palmella: "From that period His Royal Highness has felt that the Guarantee, which had been renewed at Vienna in 1814 was again in full force, and as long as the Government of the King of Portugal shall continue to manifest as hitherto an anxious

��(1) Qffkio cit., de 16 de Janeiro de 1819,

(2) O Infante Dom Francisco de Paula era o indicado em pri- meiro lugar para a realeza americana, sendo porem o candidate de Dom .Toao VI sen neto o Infante Dom Sebastiao, filho de Dom Pedro Carlos.

�� �