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746 DOM JOAO VI NO BRAZIL

dos annuaes como garantia do service de juros e amortiza- gao de um emprestimo de dous milhoes de cruzados, juro de 5 por cento, que se mandava aos Governadores do Reino diligenciassem obter no paiz para soccorrer a miseria parti cular proveniente da occupagao estrangeira e acudir as de- vastagoes causadas pelas incursoes francezas.

Em compensagao, ou talvez mais como prolongamento d aquella medida protectora dos vassallos europeus da monar- chia, publicavam-se editaes convidando artifices, especial- mente de certas e determinadas profissoes, a emigrarem para o Brazil e ahi se estabelecerem.

Dir-se-hia que a seriedade timbrava em nao comparecer em um so dominio administrativo e em mostrar-se incompa- tivel com essa politica mesquinha, de pequenos embaragos e grandes difficuldades para tudo, que era a dominante e confundia a meticulosidade com a fiscalizagao e a oppressao corn a gravidade. Em departamento algum eram, porem, os regulamentos fiscaes tao draconianos (i) quanto no dis- tricto dos diamantes, no Serro do Frio, e ahi mesmo a cada passo se illudiam.

Conta Mawe (2) que la foi, o primeiro d entre os estrangeiros, com permissao muito especial de Linhares, escoltado por dous soldados, que pensava nao poder por a vista sobre outros diamantes alem dos do Thesouro, por serem todos monopolio da Coroa, servindo uma parte para fazer-se com o producto em Londres o servigo do empres timo; mas que verificou com grande surpreza que "se troca-

��(1) Alvas na propria Inglaterra existia entao muita severidatle na manuten^ao do s&gredo das suas manufacturas e fabricas, sendo mesmo proliibid^i a exportagSo de certas machinas agricolas, nao so industriaes .

(2) Travels in the interior of Brazil.

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