Página:Dom João VI no Brazil, vol 2.djvu/260

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824 130M JOAO VI NO BRAZIL

o distinguia ate tomar uma deliberagao quando a vacilla- gao se convertia em obstinagao - - nao tivesse ainda cuidado de dar-lhe um successor mais prudente e mais adequado ao estado convulsionado da capitania, que assim continuava, no- tando Tollenare como custou a restabelecer-se a confianga, affluir a gente do matto e reanimar-se o commercio.

O espectaculo que a Luiz do Rego se deparara tinha entretanto sido de indole a abrandar qualquer furor, de tao triste e impressivo. Da Junta, o padre Joao Ribeiro, frio e intrepido esse, tivera unico a coherencia de morrer como ci- dadao livre, suicidando-se, e a sua cabega, decepada do corpo mutilado e passeada em triumpho, entre motejos, pelas ruas da cidade, estava exposta descarnada e horrivel no Pelouri- nho. Correa de Araujo ja antes do dia 20 trahira a causa que nunca de coragao abragou. Jose Luiz de Mendonga, pre- ferindo nao ser traidor, entregara-se a prisao. Domingos Martins, pres-o, espumava de raiva impotente, emquanto o nao transportavam com Antonio Carlos (recolhido de motu proprio a cadeia), Pedroso, Jose Mariano Cavalcanti e uma porgao mais de patriotas amarrados ou acorrentados, para os carceres e patibulos da Bahia. Domingos Theotonio, o dictador, que faltara ao seu destino para que nao possuia o talento nem o vigor das resolucoes decisivas <c salvadoras, era atraigoado no seu esconderijo, do mesmo modo que o Leao Coroado, o vigar-io Tenorio de Itamaraca e Antonio Henriques, o unico dos quatro que escapou a forca do Recife.

O elemento portuguez, novamente preponderante na orientagao politica, reclamava porem severidade na reacgao, consubstanciando suas ideas de governo no regimen militar arbitrario applicado ao Brazil, inclinado a rebeldia, e muito

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