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DOM JOAO VI NO BRAZIL 831

pessoal directive. No Congresso de Vienna, dos trez assum- ptos ventilados com respeito a Portugal, dous, os essenciaes - o trafico negro e o limite das Guyanas ou o dominio ex clusive do Amazonas - - interessavam o novo Reino, e so a menos importante posse de Olivenga se relacionava com o Reino velho. A mais importante questao diplomatica do rei- nado de Dom Joao VI - - a encorporagao da Cisplatina - foi exclusivamente uma questao brazileira originada no tra- dicional anhelo pelo limite meridional do Prata.

O primeiro ensaio de solugao d este problema de velha data, o qual era mais complexo do que podia a prim eira vista parecer a um estadista recemchega do da Europa, apres- sado nas suas deliberates e fraco julgador por inexperiencia dos sentimentos coloniaes, coubera, como sabemos, ao gen.io irrequieto de D. Rodrigo de Souza Coutinho, que, logo ao desembarcar e como si fosse a cousa mais simples do mundo, mandou propor as Provincias do Rio da Prata - - suppon- do-as justamente avessas na sua orphandade a tutela fran- ceza - - collocal-as debaixo do protectorado portuguez, com a guarda dos seus foros, a garantia do seu commercio e o abandono, por parte dos Inglezes, das passadas e todavia re- centes pretengoes de conquista.

No caso de uma negativa, ameagava o ministro do Prin cipe Regente que Portugal, de parceria com a Inglaterra, recorreria a guerra para liquidar a situagao, que no mais alto grau Ihe interessava pela extensao e natureza a dar a sua fronteira do Sul, e pelas consequencias que do statu quo poderiam a dvir com a transformagao do Brazil em ca- bega da monarchia. A Inglaterra, convem nao esquecer,

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