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840 DOM JOAO VI NO BRAZIL

regado de negocios de Franga: (i) "Enfin, Monseigneur, quoique le sejour a Rio de Janeiro ne puisse etre agreable a aucun Ministre Etranger, quoique meme la Cour ne fasse pas de son cote la moindre des demarches auxquelles se pra- tent naturellement les Cours d Europe pour accueillir les agents diplomatiques, je le repete ingenuement et sans la moindre prevention ces deux Messieurs ont commis une faute, ils ont manque de bienseance et de delicatesse dans le choix du temps et des moyens qu ils ont employe pour marquer leur froideur."

Balk-Poleff, chegado ao Rio de Janeiro em Outubro de 1816, era urn diplomata do genero desagradavel. Maler, que sempre usava de muita consideragoes pelos collegas, expu- nha sem rebugo ao seu governo o que denominava "as incon- sequencias e a irregularidade do comportamento official e privado" daquelle agente, que a todo o momento se salien- tava pelos seus sarcasmos e inconvenientes diatribes contra a terra e contra a gente, e que tinha o sestro de nao pagar aos criados nem aos fornecedores.

Foi este mau veso que Ihe attrahio o indecente desagui- zado- -dissimulado por Maler na sua correspondencia, por julgal-o "si fort au dessous de la dignite diplomatique" -com o seu artista culinario e com o seu artista sapateiro, remate de uma longa serre de discussoes, que subiam ate a real pre- senga, entre credores que exigiam pagamentos da legagao russa e o ministro que solicitava a detengao dos que ousa- vam manifestar tal pretengao.

O Intendente da Policia e o Ministro de Estrangeiros a principio quizeram satisfazer quanto possivel o irascivel

��(1) Officio de 8 de Abril de 1817.

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