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866 DOM JOAO VI NO BRAZIL

Em tudo isto era a idea intima de Saint-Simon mostrar a necessidade de rivalizar em brilho a sua embaixada com a Iegac,ao ingleza e assim obter maior ajuda de custo. Pen- sava elle, segundo manifestava, em levar moveis de luxo para assim expor ao commercio brazileiro o estado da in- dustria franceza, e fazer-se acompanhar de officiaes prati- cos e intelligentes do antigo exercito que percorressem o Brazil e organizassem uma sua relacao topographica, geo- desica, zoologica, botanica, etc.

Pondo de lado as illusoes d estes pianos, Saint-Simon enganava-se de longe no tocante as possibilidades do se gundo por parte do governo do Rio, que Ihe opporia a mais formal recusa. Mais ou menos por esse tempo, a 17 de Ju- nho de 1818, respondia Thomaz Antonio a reiterada soli- citagao de Maler, de uma nova portaria auctorizando o na- turalista Saint-Hilaire a viajar mais no interior do Brazil, que apezar das prohibigoes estabelecidas por inconvenientes occorridos e derivados da communicagao estrangeira com as capitanias do Para, Rio Negro e Matto-Grosso, permis- sao era concedida, attendendo-se ao bom comportamento anterior de Saint-Hilaire, para percorrer as provincias do Espirito Santo, Sao Paulo, Goyaz e Sao Pedro do Sul, mas nao a de Matto Grosso (i).

Com grande pezar de Dom Joao VI, Saint-Simon nao chegou afinal na divisao naval franceza entrada a 18 de Agosto de 1820, que o devia transportar, nem veio jamais ao Brazil, merce das suas exigencias de dinheiro, comquanto

��(1) Tao pouco liberal <?ra de facto a franqiiia do Brazil tendo o ministro prussiano, conde de Flemming, pedido licen<;a para visitar Minas Geraes, com urn secretario e um botanico, a per- missao so a elle individualmente foi dada para o Districto Dia- mantino, com exclusao da sua comitiva, pelo que, despeitado, o di- plomata renunciou a projectada viagem.

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