Página:Dom João VI no Brazil, vol 2.djvu/316

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SSQ DOM JOAO VI NO BRAZIL

cidade que tao alto e bem acertado consorcio Ihe fazia es- perar. For extreme agradou a Serenissima Senhora Archi- duqueza a physionomia de S. A. o Principe Real, dizendo- me a mesma Senhora que muito coincidiao as feigoens que observava naquelle Retrato com a Idea que ella formava das virtudes moraes possuidas pelo Augusto original dellas. Sem duvida foy grande a impressao que fez no animo de S. A. I. a magnificencia da cercadura que guarnecia o Retrato; e ainda que a Serenissima Senhora Archiduqueza mais atten- desse, e sem affectagao, a imagem do seu Real future espozo, do que ao riquissimo ornato que a adornava, nao deichou conntudo de me expressar o quanto a enchia de satisfaccao e reconhecimento hum tao magnifico presente; porem a cama- reira-mor da mesma Senhora e o seu mordomo-mor, que se achavao prezentes, estavao como surprendidos de ver a bel- leza daquella joia, asseverando-me que jamals se tinha visto aqui, nem mesmo se havia formado idea de tal riqueza. O Principe de Metternich a quern depois mostrei aquelle pre- cioso donativo, me observava que so nas fabulozas chronicas orientaes he que se poderia e ncontrar a descripgao de algum objecto analogo, que Ihe fosse comparado."

No acto do casamento, que se celebrou com a ostenta- c,ao habitual as cerimonias da corte austriaca no dia 13 de Maio, natalicio de Dom Joao VI, representou o noivo o Archiduque Carlos, irmao do Irnperador, a quern o embai- xador portuguez entregara dous dias antes, com toda a so- lemnidade, a procuracao do Principe Dom Pedro. A 2 de Junho parti-am a noiva e sua comitiva para Florenca, onde chegaram a 14, afim de aguardarem junto ao Grao Duquc da Toscana a chegada a Liorne da esquadra portugueza que,

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